5 de novembro comemora-se o Dia do Designer
sendo assim, parabéns pra mim!! e para os queridos colegas de trabalho e de profissão, em todas as áreas do Design

thunder
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
DIA DO DESIGNER
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
BOM FERIADO
Os donos deste blog rumarão logo mais para o Rio Grande do Sul, a fim de desfrutar um feriado prolongado (que de prolongado não tem quase mais nada) ao lado de seus queridos familiares. Muito provavelmente este blog retornará com sua programação normal a partir de quarta-feira. Boa viagem a todos que assim o farão, e juízo!
Rafa e thunder
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
ADIÓS KIRCHNER!
Nunca o adiós já outras vezes 'proclamado' aqui no blog foi tão oportunamente empregado. Morreu hoje o ex presidente argentino Néstor Kirchner, de parada cardiorrespiratória, aos 60 anos. Méritos políticos à parte, não dá para negar a importância do sobrenome Kirchner para a história da Argentina. Seu corpo será velado a partir de amanhã na imponente Casa Rosada!
Pra quem quiser saber um pouco de sua biografia, esse site contem algumas informações interessantes.Rafa
terça-feira, 26 de outubro de 2010
INDO
Desde sempre eu possuo o hábito de imaginar como se sente a pessoa que encontra-se em fase de transição para a velhice, se é que essa fase existe. Creio que existe, mas é praticamente imperceptível. Quando se vê, se está do lado de lá. Nada melhor do que o humor sutil de Luís Fernando Veríssimo nessa crônica pra ilustrar esse fato.
"Curiosa palavra. Idoso. O que acumulou idade. Ou que a esbanja (como gostoso ou dengoso)
O primeiro sinal foi quando uma senhora se levantou para me dar seu lugar, num ônibus. Ué, pensei. (Não sei se foi “Ué”. Pode ter sido “Uai”, mas estranhei). O que provocara aquele gesto? O que levara a mulher a me oferecer seu lugar? Era a primeira vez que me acontecia aquilo. Alguma coisa ela vira em mim que a convencera que eu não deveria ficar de pé. O que seria? Recusei a oferta.“Não, não. Eu estou bem. Obrigado.” Mas fiquei intrigado. De pé e intrigado.
A partir daí, passei a notar que as pessoas me tratavam de um modo diferente. Não era raro alguém estender a mão para me ajudar a descer de um carro, por exemplo. Por que aquela súbita mudança de comportamento das pessoas em relação a mim, já que eu continuava sendo o mesmo de sempre? Em mim nada mudara. Bem, algumas coisas sim, mas detalhes, nada que justificasse o estranho procedimento dos outros. E o que quer que fosse que o provocara, o novo tratamento não era de repulsa. Pelo contrário, era de uma amabilidade inédita. Por quê?
Cheguei a desenvolver algumas teorias. As pessoas teriam ouvido algum boato a meu respeito. Uma herança recebida, um tesouro descoberto, um bilhete premiado, algo que tornaria eventualmente vantajoso me tratarem bem. Mas isso não explicava a senhora do ônibus, uma desconhecida, sem qualquer expectativa de um dia ser recompensada pela sua gentileza. Ou os repetidos gestos de deferência de outros desconhecidos – até de bilheteiros, nos cinemas, me perguntando, por alguma razão, se eu queria um ingresso com desconto. O fato é que todos agiam como se soubessem alguma coisa a meu respeito que eu mesmo desconhecia.
Talvez... Seria isso? Talvez, como naquelas fotos em que alguém ergue dois dedos atrás da sua cabeça e você fica com chifres sem saber, todos vissem sobre a minha cabeça algo que eu não via, um halo, um sinal, mostrando que eu era um iluminado ou um condenado. De uma hora para outra eu me transformara misteriosamente num distinguido pelo alto ou pelo destino, objeto de reverência ou comiseração. Ou, claro, de um grande mal-entendido. Era isso. Só podia ser isso. Eu não me tornara nem mais rico nem mais simpático. Me tornara especial aos olhos dos outros, e o que eu tomava como gentileza era apenas espanto. Ou pena.
Finalmente, na semana passada, tudo se esclareceu. Cheguei ao Rio, e o táxi que me levava do aeroporto para o hotel pifou na saída do Túnel Rebouças e parou na ensolarada Lagoa. O motorista pediu ajuda a outro táxi pelo rádio e enfatizou a urgência da situação: “Estou aqui com um idoso embaixo do sol...”. Olhei em volta. Idoso? Onde estava o idoso? E então tive a revelação. O idoso era eu! Agora tudo fazia sentido. O estranho procedimento dos outros estava explicado. Eu tinha me transformado num idoso e recebia o tratamento adequado. Virar idoso é o que acontece quando se vive um certo tempo, eu apenas não tinha me dado conta. Só faltava alguém dizer a palavra, sem a menor possibilidade de estar se referindo a outra pessoa.
Curiosa palavra. Idoso. O que acumulou idade. Também tem o sentido de quem se apega à idade. Ou que a esbanja (como gostoso ou dengoso). Se é que não significa alguém que está indo, alguém em processo de ida. Em contraste com os que ficam, os ficosos...
Preciso começar a agir como um idoso. Dizem que, entre eles, idosos não falam em quem chega à velhice como alguém que está à beira do túmulo. Dizem que está na zona do rebaixamento. Vou ter que aprender o jargão da categoria."
Rafa
O primeiro sinal foi quando uma senhora se levantou para me dar seu lugar, num ônibus. Ué, pensei. (Não sei se foi “Ué”. Pode ter sido “Uai”, mas estranhei). O que provocara aquele gesto? O que levara a mulher a me oferecer seu lugar? Era a primeira vez que me acontecia aquilo. Alguma coisa ela vira em mim que a convencera que eu não deveria ficar de pé. O que seria? Recusei a oferta.“Não, não. Eu estou bem. Obrigado.” Mas fiquei intrigado. De pé e intrigado.
A partir daí, passei a notar que as pessoas me tratavam de um modo diferente. Não era raro alguém estender a mão para me ajudar a descer de um carro, por exemplo. Por que aquela súbita mudança de comportamento das pessoas em relação a mim, já que eu continuava sendo o mesmo de sempre? Em mim nada mudara. Bem, algumas coisas sim, mas detalhes, nada que justificasse o estranho procedimento dos outros. E o que quer que fosse que o provocara, o novo tratamento não era de repulsa. Pelo contrário, era de uma amabilidade inédita. Por quê?
Cheguei a desenvolver algumas teorias. As pessoas teriam ouvido algum boato a meu respeito. Uma herança recebida, um tesouro descoberto, um bilhete premiado, algo que tornaria eventualmente vantajoso me tratarem bem. Mas isso não explicava a senhora do ônibus, uma desconhecida, sem qualquer expectativa de um dia ser recompensada pela sua gentileza. Ou os repetidos gestos de deferência de outros desconhecidos – até de bilheteiros, nos cinemas, me perguntando, por alguma razão, se eu queria um ingresso com desconto. O fato é que todos agiam como se soubessem alguma coisa a meu respeito que eu mesmo desconhecia.
Talvez... Seria isso? Talvez, como naquelas fotos em que alguém ergue dois dedos atrás da sua cabeça e você fica com chifres sem saber, todos vissem sobre a minha cabeça algo que eu não via, um halo, um sinal, mostrando que eu era um iluminado ou um condenado. De uma hora para outra eu me transformara misteriosamente num distinguido pelo alto ou pelo destino, objeto de reverência ou comiseração. Ou, claro, de um grande mal-entendido. Era isso. Só podia ser isso. Eu não me tornara nem mais rico nem mais simpático. Me tornara especial aos olhos dos outros, e o que eu tomava como gentileza era apenas espanto. Ou pena.
Finalmente, na semana passada, tudo se esclareceu. Cheguei ao Rio, e o táxi que me levava do aeroporto para o hotel pifou na saída do Túnel Rebouças e parou na ensolarada Lagoa. O motorista pediu ajuda a outro táxi pelo rádio e enfatizou a urgência da situação: “Estou aqui com um idoso embaixo do sol...”. Olhei em volta. Idoso? Onde estava o idoso? E então tive a revelação. O idoso era eu! Agora tudo fazia sentido. O estranho procedimento dos outros estava explicado. Eu tinha me transformado num idoso e recebia o tratamento adequado. Virar idoso é o que acontece quando se vive um certo tempo, eu apenas não tinha me dado conta. Só faltava alguém dizer a palavra, sem a menor possibilidade de estar se referindo a outra pessoa.
Curiosa palavra. Idoso. O que acumulou idade. Também tem o sentido de quem se apega à idade. Ou que a esbanja (como gostoso ou dengoso). Se é que não significa alguém que está indo, alguém em processo de ida. Em contraste com os que ficam, os ficosos...
Preciso começar a agir como um idoso. Dizem que, entre eles, idosos não falam em quem chega à velhice como alguém que está à beira do túmulo. Dizem que está na zona do rebaixamento. Vou ter que aprender o jargão da categoria."
Rafa
Postado por
1 de nós 2
às
21:54
0
comentários
tags: cronicas, luis fernando verissimo, rafa, texto, velhice
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
NOELLE...
...9 anos, cantando Hurt da Christina Aguilera
fiquei de cara
Chongas
thunder
Postado por
1 de nós 2
às
22:59
1 comentários
tags: crianças, habilidade, música, thunder, videos
domingo, 24 de outubro de 2010
MENINO MALUQUINHO - 30 ANOS
conforme o Google me avisou(!), a grande obra de Ziraldo está completando 30 anos de criação em 2010, e hoje dia 24 de Outubro, é aniversário do seu criador, que completa 78 anos

o Menino Maluquinho é considerado um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, e já foi adaptado para o teatro, os quadrinhos, a ópera infantil, o videogame, a internet e o cinema, sempre com grande sucesso
confira essa entrevista, onde o mestre Ziraldo fala sobre sua carreira que começou muito cedo, e sobre algumas de suas grandes obras
parabéns!
thunder

o Menino Maluquinho é considerado um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, e já foi adaptado para o teatro, os quadrinhos, a ópera infantil, o videogame, a internet e o cinema, sempre com grande sucessoconfira essa entrevista, onde o mestre Ziraldo fala sobre sua carreira que começou muito cedo, e sobre algumas de suas grandes obras
parabéns!
thunder
Postado por
1 de nós 2
às
10:39
1 comentários
tags: aniversário, arte, homenagem, infancia, literatura, thunder
Assinar:
Postagens (Atom)





















